
Reprodução de imagem: Internet
A Polícia Civil descartou, nesta etapa da investigação, a hipótese de transfobia como motivação para a agressão contra a influenciadora trans Léa Reis, ocorrida dentro de um bar em Balsas, no sul do Maranhão.
Apesar disso, a polícia informou que vai investigar possíveis discursos de ódio e manifestações de intolerância publicados nas redes sociais contra a influenciadora após a repercussão do caso.
Segundo a investigação, imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, depoimentos de testemunhas e o exame de corpo de delito confirmam que Léa foi agredida. No entanto, até o momento, os elementos reunidos apontam que a agressão dentro do estabelecimento não teria relação com a identidade de gênero da vítima.
A delegada da Mulher, Ana Marisa Barbat, responsável pelo caso, afirmou que comentários publicados posteriormente na internet também podem configurar crimes e serão analisados pela polícia.
Entre as publicações já identificadas estão mensagens consideradas ofensivas e intolerantes direcionadas à influenciadora em razão de ela ser uma mulher trans.
Investigação ainda não foi concluída
Embora a motivação transfóbica tenha sido afastada, até o momento, em relação à agressão ocorrida no bar, o inquérito policial continua em andamento.
De acordo com a delegada, novas testemunhas ainda serão ouvidas e outras imagens deverão ser analisadas antes da conclusão da investigação.