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Maranhão concentra mais de 61 mil licenças de pescadores canceladas pelo Ministério da Pesca

reprodução de imagem: internet

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) cancelou 76.665 licenças de pescadores profissionais em todo o país, sendo que a grande maioria — 61.632 registros — pertence a trabalhadores que atuavam no Maranhão. O estado lidera o ranking nacional de cancelamentos, seguido pelo Pará, com 13.911 licenças anuladas.

A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 629, publicada no Diário Oficial da União (DOU), e atinge pescadores vinculados ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), cadastro obrigatório para o exercício legal da pesca profissional no Brasil.

Estados com maior número de cancelamentos

Confira o quantitativo de licenças canceladas por estado:

  • MARANHÃO – 61.632
  • PARÁ – 13.911
  • ACRE – 394
  • BAHIA – 200
  • AMAZONAS – 156
  • AMAPÁ – 116
  • PIAUÍ – 59
  • SÃO PAULO – 43
  • MATO GROSSO – 31
  • RIO DE JANEIRO – 26
  • PARAÍBA – 20
  • RORAIMA – 19
  • GOIÁS – 18
  • DISTRITO FEDERAL – 9
  • MINAS GERAIS – 7
  • RIO GRANDE DO SUL – 6
  • TOCANTINS – 4
  • SERGIPE – 3
  • CEARÁ – 3
  • SANTA CATARINA – 2
  • RONDÔNIA – 2
  • ALAGOAS – 1
  • PERNAMBUCO – 1
  • MATO GROSSO DO SUL – 1
  • RIO GRANDE DO NORTE – 1

Operação Big Fish e investigação da Polícia Federal

Segundo o ministério, a decisão é resultado de um inquérito conduzido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Big Fish, que identificou indícios de irregularidades envolvendo registros no RGP.

O cancelamento teve como base o artigo 26 da Portaria MPA nº 127/2023, que estabelece normas, critérios e procedimentos administrativos relacionados ao RGP e à concessão da Licença de Pescador e Pescadora Profissional.

De acordo com o MPA, os pescadores notificados tiveram prazo de 30 dias corridos para apresentar recurso administrativo. Como não houve manifestação dentro do período estabelecido, o cancelamento tornou-se definitivo. Um novo pedido de registro só poderá ser feito após seis meses, contados do bloqueio efetivo.

Impactos para os profissionais

Com a perda da licença, os trabalhadores ficam impedidos de exercer legalmente a atividade pesqueira. Além disso, deixam de ter reconhecimento formal como pescadores profissionais perante o poder público.

A situação também bloqueia o acesso a políticas públicas e programas específicos destinados à categoria, incluindo benefícios vinculados à regularidade do registro.

A normativa ainda estabelece que não é permitida a inscrição no RGP de pessoas aposentadas por incapacidade permanente ou que recebam benefício assistencial ao idoso ou à pessoa com deficiência.

Embora o ato normativo não detalhe as justificativas individuais de cada cancelamento, o Ministério afirma que a medida seguiu critérios previstos na regulamentação vigente.

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