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STJ mantém prisões de prefeito afastado de Turilândia e outros investigados na Operação Tântalo

Ministro Sebastião Reis Júnior negou pedido liminar em habeas corpus; grupo é suspeito de desvio milionário

Os investigados na segunda fase da Operação Tântalo permanecem presos após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nesta quinta-feira (19), o ministro Sebastião Reis Júnior negou a concessão de medida liminar em habeas corpus solicitado pelas defesas dos acusados.

Entre os presos estão o prefeito afastado de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido como Paulo Curió (União Brasil); a primeira-dama Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a Eva Curió; Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva; e a vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça. As prisões ocorreram em dezembro de 2025, durante o avanço das investigações.

Segundo o Ministério Público, o grupo é suspeito de integrar um esquema que teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos municipais. A investigação aponta que, desde 2021, a administração teria sido capturada por uma organização criminosa, configurando, conforme o órgão, um cenário de ruptura institucional.

Na decisão, o relator solicitou informações às autoridades responsáveis pelas prisões e determinou a abertura de vista ao Ministério Público Federal para manifestação. Também foi anexada aos autos certidão que registra a ciência antecipada da decisão pelo advogado Daniel de Faria Jerônimo Leite.

O mérito do habeas corpus ainda será julgado pelo STJ. Até lá, os investigados seguem sob custódia preventiva.

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