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Justiça Eleitoral aperta o cerco contra enquetes disfarçadas de pesquisa no Maranhão

Reprodução de imagem: Internet

A Justiça Eleitoral vai intensificar a fiscalização sobre enquetes eleitorais publicadas em perfis de Instagram, portais de notícias e páginas de influenciadores digitais no Maranhão. O objetivo é coibir publicações informais que tentem se apresentar como pesquisas de intenção de voto sem atender às exigências da legislação eleitoral.

Com a aproximação das eleições de 2026, cresce a preocupação das autoridades com conteúdos que utilizam perguntas como “Em quem você votaria?” ou “Quem vence a eleição?” acompanhadas de percentuais e gráficos, dando aparência de pesquisa eleitoral, embora não possuam metodologia científica nem registro obrigatório.

De acordo com a legislação, pesquisas de intenção de voto devem ser registradas previamente na Justiça Eleitoral, seguindo critérios técnicos e informando dados como metodologia, universo pesquisado, margem de erro, período da coleta e contratante. Já as enquetes, quando apresentadas como mera interação entre seguidores, sem qualquer caráter científico, não podem ser divulgadas de forma que induzam o eleitor a acreditar que representam a opinião do eleitorado.

A Justiça Eleitoral alerta que perfis de redes sociais, influenciadores digitais e veículos de comunicação podem ser responsabilizados caso publiquem conteúdos que confundam o eleitor ou tentem influenciar o processo eleitoral por meio de enquetes disfarçadas de pesquisas.

A recomendação é que administradores de páginas tenham cautela ao realizar interações sobre as eleições, evitando formatos que possam ser interpretados como levantamento estatístico ou pesquisa eleitoral. O descumprimento das normas pode resultar em sanções previstas na legislação eleitoral, incluindo multas e outras medidas determinadas pela Justiça.

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